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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Relacionamento Fonte: www.eticaempresarial.com.br

Por que as pessoas gritam no trabalho?
No fundo de todo grito há uma enorme arrogância ou uma profunda rebeldia. Ou seja: em essência, a motivação é atacar ou desafiar.
 

Floriano Serra *

Poucas cenas são tão deploráveis no contexto do trabalho como aquela em que um colega grita com o outro. Não importa o motivo e não importa a hierarquia – em qualquer circunstância, gritar com alguém é um recurso absolutamente desnecessário, além de ultrapassado e inadequado. No entanto, em muitas empresas, as pessoas continuam gritando no trabalho. Por que isso acontece?

Tenho duas modestas opiniões: uma baseada em conceitos acadêmicos e outra baseada unicamente em coisas do coração. 

Vamos à primeira, a acadêmica, que agrada mais aos racionais. 

Se o 
“gritador” não exerce nenhum tipo de poder ou hierarquia sobre o “surdo”, então estamos diante de um simples caso de falta de educação ou descontrole emocional. Isso num contexto em que o profissional deveria ser altamente socializado e integrado – pelo menos em teoria. No entanto, se o“gritador” é o chefe do “surdo”, então estaremos diante de uma inequívoca manifestação de despreparo pessoal e profissional para liderar pessoas ou mesmo para apenas interagir com elas. 

No fundo de todo grito há uma enorme arrogância ou uma profunda rebeldia. Ou seja: em essência, a motivação é atacar ou desafiar. 

Quando alguém grita, ou quer exibir um poder que julga possuir ou quer negá-lo ao outro. Em outras palavras, é a velha luta pelo poder que está em jogo. As pessoas gritam (ainda que com outras palavras) quando querem impor seu poder: “Aqui quem manda sou eu!” E o outro grita (ainda que com outras palavras): ”Você não manda em mim!”. Nesse último caso, a motivação também é desafiar o colega.

Em ambos os casos, a falta de educação e a sociabilidade somam-se a um absurdo desconhecimento das mais elementares regras da comunicação e das relações interpessoais. Além disso, é preciso lembrar que o grito equivale à agressão física em vários sentidos: igualmente magoa, constrange, machuca, desune e divide equipes, uma vez que os outros colegas tendem a tomar partido a favor ou contra os envolvidos na confusão.

Geralmente, é mais simples para uma empresa resolver a situação quando os envolvidos não são os gestores. Em caso de punições, não será tão grande o impacto no andamento das atividades, nem maior será a repercussão no mercado ou na imagem da empresa.

Contudo, quando os envolvidos são os gestores (supervisores, gerentes, diretores), a situação é mais séria por duas grandes razões: primeiro porque há uma autoridade, um representante formal da empresa envolvido. E segundo porque a ocorrência pode ser entendida pelos demais funcionários como uma “política” aceita e aprovada pela cultura e pelos valores daquela organização. Neste caso, a “culpa” é vista como compartilhada pela alta direção.

Em ambas as situações, a empresa deveria adotar urgentes e transparentes medidas corretivas ou preventivas para que o clima não se deteriore e para que aquela gritaria não contamine outros profissionais e outras áreas.

Agora é a explicação do coração.

Dentre os inúmeros e-mails que recebo diariamente, um deles me chamou a atenção pela interessante parábola que continha, de um “autor desconhecido”, para variar. Diz o relato: 

Um dia, um mestre perguntou aos seus discípulos:

- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma – disse um deles.
- Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado?
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça.
- Não é possível falar-lhe em voz baixa? – retrucou o mestre.

Os homens deram algumas outras respostas, mas nenhuma delas satisfez o mestre. Finalmente ele explicou: 

- Quando duas pessoas estão aborrecidas entre si, seus corações se afastam muito uns dos outros. Para cobrir essa distância, elas precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais alto terão que gritar para um ouvir o outro através dessa grande distância.

O mestre fez uma pausa e continuou:

- No entanto, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam, mas se falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto um do outro. Às vezes, estão tão próximos seus corações que nem falam, somente sussurram. Outras vezes, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e já basta, pois seus corações se entendem. É isso o que acontece quando dois enamorados estão próximos.


Então o mestre completou:

- Portanto, amigos, quando discutirem no trabalho, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que magoem, fazendo-os se distanciar ainda mais. Porque, senão, chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta. 


Antes que me perguntem, eu respondo: prefiro a segunda explicação, aquela que vem do coração. Por uma razão muito simples: é ele quem geralmente indica os melhores caminhos quando tratamos de unir pessoas no trabalho. E o mais importante: sem gritar, muitas vezes até em silêncio, comunicando-se apenas por sentimentos e intuições.

Se, por um lado, não há como negar que neste mundo cada vez mais globalizado a comunicação entre as pessoas é fundamental, por outro lado, é preciso reconhecer que diplomas, títulos e cargos não asseguram a ninguém o domínio da língua essencial e universal do Homem: aquela que traz entendimento, cooperação, harmonia e resultados positivos – a linguagem da generosidade, solidariedade, amizade, respeito, justiça, afeto.

Estou me referindo à linguagem do coração – infelizmente ainda muito pouco disseminada no mundo corporativo. Por isso ainda continuam os gritos ecoando nos escritórios, corredores e salas das empresas. Até quando? 

Quem topa abrir um cursinho dessa língua? 

* Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida daAPSEN Farmacêutica, autor do livro “A Terceira Inteligência”(Butterfly Editora), 2a. edição. floriano. Email: serra@apsen.com.br .

Concordo em todos os sentidos com o psicólogo, porém o difícil seria encontrar "pessoas especialistas" nesse assunto para ministrarem o "curso" !! Afinal, o que mais vemos no dia a dia são pessoas gritando, agredindo-se e distanciando-se cada vez mais do Outro, seja no trabalho, na família, em qualquer meio social.
...alunos? TODOS NÓS. Afinal, somos humanos e não sabemos nada, nada, nada a respeito de relações saudáveis, equilibradas, morais e respeitosas. Em resumo: não sabemos nada a respeito da essência da vida.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O sucesso a qualquer preço Fonte: www.rhportal.com.br

O sucesso a qualquer preço

Você já ouviu falar em workaholic ?
É uma expressão americana que teve origem na palavra alcoholic (alcoólatra). 
Serve para denotar uma pessoa viciada, não em álcool mas em trabalho.
As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, esta última década acentuou sua existência motivada pela alta competição, necessidade (talvez mais adequado seria dizer obsessão) por dinheiro, vaidade, sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo(a).
Como resultado da influência de uma pessoa viciada em trabalho pode-se perceber geralmente alguns fatos interessantes: o primeiro deles é que este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro(a), filhos, pais, amigos, aliás, os melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma tem ligação com seu trabalho.
De outro lado, este tipo de pessoa sofre por trazer para si uma qualidade de vida muito ruim, pois as pressões do dia-a-dia e a auto cobrança exagerada fazem com que este tipo de profissional tenha insônia, surtos de mal humor, impotência, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade (com os resultados que ele esperava) e pode-se chegar a ter depressão, entre outros efeitos danosos.
Mas uma das mais severas conseqüências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a estar tentando sempre mais e cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. 
A palavra fracasso causa arrepios neste profissional. 
Tenho um amigo que foi viajar de férias com a família para o litoral.
Sol forte, bronzeador, cadeira de praia, água de coco do lado e no colo o notebook. Foram 11 dias da mesma forma.
Não estava de férias, apenas estava trabalhando de sunga e ao ar livre. Sua esposa indignada e farta da situação, em um acesso de fúria tomou o notebook de suas mãos e atirou no mar, resultado: a separação rondou bem perto.
A mulher saiu de casa com as crianças e só aceitaria voltar se ele pudesse ter mais tempo para a família.
Este meu amigo de repente se viu em uma situação cômoda, afinal poderia trabalhar até em casa, pois a esposa não estava lá para “incomodar” segundo ele.
Foram mais de 40 dias nesta situação, e ele começou a achar aquela vida boa, pois agora sim tinha tempo para se dedicar “mais” ao trabalho.
No entanto aconteceu um fato que mudou a história toda, sua esposa ligou certa noite, já bastante tarde para avisa-lo de que o filho menor de 2 anos não estava bem, ele ficou preocupado, pediu a ela que o levasse ao médico, mas não foi ver o garoto.
No dia seguinte a esposa voltou a ligar pedindo a ele que passasse no hospital pois o filho tinha ficado internado e estava fazendo uma bateria de exames.
O filho não tinha nenhuma doença, apenas saudade do pai. Quando este amigo ouviu isto da boca da própria criança é que pode entender que estava trabalhando para ter uma vida melhor, mas tinha deixado de lado as pessoas mais importantes da sua vida.
Neste dia ele viu seu filho de apenas dois anos adormecer na cama de um hospital segurando com sua pequena mão um dos seus dedos, e pode perceber que aquele pequeno e indefeso ser já tinha dois anos e ele não percebeu, não tinha notado que estava deixando de lado uma das razões da sua vida, talvez a mais importante. Hoje trabalha menos, ganha menos, mas vive melhor com a família.
É preciso ter ambição, querer crescer e prosperar, mas na dose certa. A ambição na dose certa funciona como algo propulsor, mas exageradamente pode levar a um comportamento compulsivo, exagerado. Como diz o meu pai, tudo de mais faz mal, até água.
Todos querem ter uma história de sucesso, mas muitos dedicam mais de 12 horas por dia a este intento, e acabam não aproveitando o fruto do seu trabalho, os resultados que aparecem servem de degrau para se querer ir além, sem ao menos desfrutar do que já se conseguiu.
É uma bola de neve, quem é viciado em trabalho acaba perdendo os amigos que já não o procuram porque sabem que não tem tempo. A família acaba criando um outro ritmo de vida alheio ao mundo do viciado, brigas, discussões acabam ocorrendo. O pior é que a tendência como em qualquer vício e dilatar as doses do veneno é como alguém que começa a fumar, no começo fuma um, dois, cinco, depois de algum tempo já esta fumando uma carteira, em casos extremo pode chegar a três carteiras por dia ou mais. 
Segundo estudos a felicidade, o bem estar é que são geradores de produtividade, os viciados em trabalho perdem ao não conseguirem tempo para abstrair, pensar na própria vida, conseguir olhar de lado, corrigir os erros e os caminhos, afinal se o caminho tomado foi o errado, por mais que se corra, só se estará indo mais longe só que para a direção errada.
Sempre é possível administrar as nossas “outras vidas” fora do trabalho. 
Pode parecer lugar comum, mas quantidade não significa necessariamente qualidade, e a maioria dos viciados não consegue perceber ou distinguir esta diferença que apesar de óbvia não é seguida. O equilíbrio ainda é o melhor caminho, afinal existe tempo para se viver e tempo para se morrer, aqueles que estão envolvidos de forma tão contundente em seu trabalho que não perceber mais nada a sua volta, de certa forma são mortos vivos.
Tem uma estória que recebi por e-mail e que creio ser muito interessante:
Certo dia o pai chega em casa cansado de mais um dia de trabalho. Seu filho de 6 anos o esperava na sala.
Assim que o homem entrou pela porta já ouviu a voz do garoto perguntando:
“Pai quanto o senhor ganha por hora?”
Por que quer saber – perguntou o pai.
Por que sim oras!
Eu ganho 8 reais por hora.
Hummm, então me dá dois reais? – pediu o filho
O pai ficou furioso e atacou:
“Ah então é por isto, seu pequeno interesseiro, que saber quanto eu ganho para me pedir dinheiro, vá já para sua cama”.
Após algum tempo o pai se acalmou e percebeu que tinha sido duro demais com o filho.
Foi até o quarto do garoto e o acordou e disse: “Me desculpe fui muito severo com você, tome aqui os dois reais”
O menino pulou radiante da cama, pegou os dois reais e correu para abrir a gaveta de sua cômoda e tirar de lá um punhado de moedas e algumas notas de dinheiro bem amassadas.
Correu ao encontro do pai e disse – Pega
O pai sem entender nada quando ia perguntar o motivo de tal atitude o filho emendou:
Aqui tem oito reais e 13 centavos, você pode me vender uma hora do seu tempo para nós brincarmos.
Saiba entender os motivos que o levam a trabalhar.
Aprenda a desfrutar daquilo que já conquistou.
Sempre é possível ter tempo para as coisas importantes da vida, mas geralmente gastamos 70, 80% do nosso tempo em coisas menos significativas.
Trabalhar só tem um sentido: ter uma vida melhor hoje, e não amanhã. O amanhã pode não chegar, por isto aproveite hoje.
Não podemos trabalhar ao ponto de perdermos de vista nossos desejos, anseios e necessidades.
Não podemos ser escravos do trabalho ou do tempo, eles servem como meios de nos proporcionar uma vida melhor.
“O que tiver que fazer faça bem feito, afinal, você estará trocando um dia de sua vida por isso”.

junho/2003

Fábio Luciano Violin,
Mestre em Estratégias e Organizações - UFPR
Especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico - PUC-PR 

Professor universitário, palestrante e consultor de empresas. 
flviolin@hotmail.com   ou  flviolin@terra.com.br

Obs: não vou escrever nada!! Ele já disse tudo, tudo, tudo!!! Pense...


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mal de Alzheimer com outras doenças

Não confunda o Mal de Alzheimer com outras doenças

Definir qualquer demência como esclerose está entre os principais erros

Publicado em 4/11/2008

www. minhavida.com.br

 

Denominar um idoso como esclerosado é um dos maiores equívocos que rondam a Doença de Alzheimer no Brasil. Quem faz o alerta é o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Hospital 9 de Julho. "Para muitos leigos, qualquer tipo de demência que costuma acometer os idosos é chamada de esclerose", completa.

Segundo o especialista, o termo esclerosado é absolutamente inadequado e vem dos tempos em que ainda se acreditava que a arteriosclerose, espessamento e endurecimento da parede arterial, era a causa de todos os problemas relacionados à demência. "Hoje, sabemos que a DA não tem absolutamente nenhuma relação com a circulação cerebral e arteriosclerose. Trata-se de uma doença degenerativa, que envolve componentes ambientais e genéticos e cujo mecanismo desencadeante ainda é desconhecido".

Outro erro comum, este que cerca a classe médica não especializada, é catalogar quaisquer outras demências apresentadas por idosos como Mal de Alzheimer. "O diagnóstico diferencial de demência pode ser complexo. Ele exige necessariamente a avaliação de um neurologista", orienta Galvão.

Entre as causas de demência comumente confundidas com a Doença de Alzheimer, o neurologista do Hospital 9 de Julho lista a hidrocefalia de pressão normal, a carência de vitamina B12 e o hipotireoidismo todas, de acordo com ele, perfeitamente tratáveis. Outros exemplos são o hematoma subdural crônico, o neurossífilis e a Doença de Creutzfeldt-Jacob. 

No entanto, Galvão afirma que as demências mais comuns realmente são a demência vascular, causada por problemas circulatórios no cérebro, e a Doença de Alzheimer. "Juntas, elas correspondem a quase 80% dos casos de demência. Às vezes, os pacientes podem sofrer de ambos os problemas. Estes quadros são chamados de demência mista", fala sobre mais uma possibilidade. 

É importante frisar que indivíduos idosos quase sempre apresentam de leve a moderada redução da capacidade de memória recente, quando comparados às pessoas mais jovens. "O fato é denominado de Senescência Benigna da Memória (SBM) e não deve ser confundido em hipótese alguma com a Doença de Alzheimer", reforça o especialista do Hospital 9 de Julho. 

"A depressão é outro mal bastante comum na terceira idade. Ela pode afetar a atenção e, a partir disso, a memória recente. Porém, é mais uma condição perfeitamente tratável", diferencia o médico. 

Na dúvida sobre o grau de comprometimento da memória recente de um idoso, os testes neuropsicológicos entram em cena. Galvão informa que o aparecimento de outros déficits cognitivos, como alterações da linguagem, perda da habilidade de atos motores planejados e complexos, já tem um significado patológico. "Ou seja, é sinal de que existe uma doença específica, e não o envelhecimento cerebral normal".

O neurologista ressalta que é papel do médico determinar a significância da perda de memória e diferenciar todas as condições apresentadas pelo paciente. "O problema é que, em certos idosos, a redução da memória recente é mais acentuada, sem se evidenciar outros déficits cognitivos para se catalogar de demência", aponta. 

Ainda de acordo com o especialista, a diminuição da memória recente acentuada leva o nome de Déficit ou Comprometimento Cognitivo Leve (DCL). "Estas pessoas têm um risco maior para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer, com o passar dos anos", alerta. "Tais pacientes devem ser identificados precocemente para seguimento e aconselhamento médico. Alguns neurologistas recomendam tratamento com anticolinesterásicos. No futuro, estes pacientes serão candidatos ao tratamento com drogas preventivas, quando elas forem desenvolvidas", completa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A doença começa pelo pensamento...

Reações emocionais negativas servem de gatilho para o câncer

Quando as angústias não são digeridas, o corpo grita e exige uma mudança de atitude

Publicado em 19/7/2007

 matéria: www.minhavida.com.br 


Muito se especula sobre a influência do estado emocional no surgimento de tumores. É claro que ninguém aqui vai afirmar que qualquer tristeza ou raiva vai detonar um tumor. Mas sabemos que o estado emocional afeta profundamente o ser humano, em todos os sentidos, inclusive na possibilidade de desenvolvimento de doenças, sejam elas graves ou não , diz a psicóloga e psico- oncologista Maria Belmira Paes de Almeida Garcia, de São José do Rio Preto, no interior paulista. 

Isso porque as reações emocionais disparam a produção de uma série de substâncias que podem abalar a eficácia do sistema imune. Recentemente, uma área da Medicina, a psiconeuroimunologia ganhou força ao demonstrar a interação entre os estados emocionais e a reação física disparada por eles que pode acabar levando a alterações orgânicas. Todo sentimento e emoção sentidos precisam ser respeitados e compreendidos para não prejudicarem o corpo , diz Maria Belmira. É isso que levaria uma situação estressante a se transformar

em um aviso do corpo, como uma dor de estômago. Sem dar a devida atenção, isso poderia virar algo mais sério como uma úlcera. E, se mesmo assim, as angústias não são "digeridas", entendidas, aceitas, o corpo grita, podendo surgir então o câncer , acredita a psicóloga. 

É certo que o estado emocional também interfere diretamente no tratamento e na perspectiva futura. Se a pessoa não aceita seu diagnóstico, automaticamente vai rejeitar o tratamento, levando obviamente a um grande risco de fracasso. Ao contrário, se aceita e se compromete, ele pode mudar o resultado. A reação é extremamente individual, e varia em função da história de vida, do que já ouviu falar sobre a doença, sobre como encarou a doença de alguém próximo... 

Uma coisa é certa: é necessário encarar o problema de frente, sem se esconder dele, nem tentar disfarçá-lo. Muitas vezes o otimista demais pode achar que a realidade é fácil, e nem sempre é , frisa Maria Belmira. 

Claro, o câncer coloca a pessoa em uma situação limite. E carrega um estigma de morte e de sofrimento. Hoje sabemos que não é assim, que a cada dia surgem novos, modernos e menos dolorosos tratamentos, que favorecem uma maior sobrevida e muitas vezes a cura , lembra ela. A partir da experiência da vivência do diagnóstico do câncer, a pessoa pode começar a valorizar sua vida como nunca havia feito antes, passando a repensá-la, e vivê-la como se cada minuto fosse o único sem significar que seja o último.

Comentário pessoal: Eu não tive nenhuma doença grave para "despertar" para a vida!! Eu perdi alguém muito valioso que me ensinou lições preciosas...

Já faz algum tempo, que aprendi a não guardar coisas ou pensamentos ruins...coloco pra fora!! Reclamo, se necessário...grito!! Choro e me permito "exorcizar" os terrores, medos, raiva, mágoas, etc.

Opção: faça terapia!!! Vai te fazer bem falar, falar, falar de tudo, todos, qualquer coisa!! Falar...salva a sua vida!!! Se já faz terapia e continua doente? Mude de terapeuta! Mude o que está te incomodando, te atrapalhando, te fazendo infeliz!!! Boa sorte!!!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dicas para dormir melhor

10 dicas para você dormir melhor

Mude o travesseiro, ajuste o colchão e relaxe o corpo na pose certa

Publicado em 25/9/2007

Fonte: www.minhavida.com.br 

Você acorda irritado, nervoso, indisposto. No decorrer do dia tem dificuldade para se concentrar e sofre com a sonolência excessiva. Também, não é para menos: depois de passar a noite em claro, admirável seria exibir um pique de atleta. Mas nem precisa entrar em desespero, achando que está sozinho. Ao contrário, o clube dos insones vive recheado de sócios. 
Existem mais de 80 distúrbios do sono descritos, porém os mais freqüentes são a insônia, o ronco e a apnéia. A insônia se dá por causa das preocupações diárias, o ronco em função de alguma obstrução da via aérea superior e a apnéia é o que se pode chamar de pausas respiratórias durante o sono , explica Rogério Silva, biólogo pós-doutorando da disciplina de Medicina e Biologia do Sono do departamento de Psico-Biologia da Unifesp. Mas, às vezes, basta alguma mudança simples nos hábitos antes de dormir, no travesseiro ou no colchão ara resolver o problema da falta de sono ou do cansaço pela manhã.


Travesseiro, o melhor amigo
Acredite: o seu apoio para cabeça é fundamental para se ter uma boa noite de sono. Na hora de escolher, você precisa considerar o material deque ele é feito e, claro, a posição em que é colocado. A melhor posição para se dormir é de lado. 

Nesse caso, a altura do travesseiro tem que ser igual à distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca, sem comprimir a coluna. 

De bruços, jamais! 
A pessoa que dorme de barriga para baixo acorda cansada e toda dolorida, pois o rosto não pode ficar afundado no travesseiro. Além disso, as regiões torácica e a lombar são prejudicadas nessa postura.

Até ele se aposenta
O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos. Na hora de escolher o melhor modelo, é importante observar algumas regras. Apoios de pena, por exemplo, podem exalar um odor forte capaz de incomodar olfatos mais sensíveis, embora muita gente se adapte a ele. 
Ideal, sempre, é dar preferência a enchimentos que se deformam com menos facilidade (como espumas mais resistentes).

O tamanho também conta. É melhor que seja largo para não sair do lugar com qualquer movimento do seu corpo durante a noite. E, mesmo que possa parecer um mico, o ideal é experimentar o modelo escolhido ainda na loja. 

Travesseiro: certo e errado


De lado (CERTO): Mantenha a coluna alinhada e os braços abaixo do queixo. Os joelhos devem estar flexionados e com um travesseiro fino entre eles para impedir a sua rotação. Isso também evita que a região lombar fique estendida, o que, a longo prazo, pode provocar hérnia de disco. 


De lado (ERRADO): Nunca deixe a mão sob a cabeça, porque essa postura compromete a circulação no braço e força o travesseiro contra o rosto, o que favorece o aparecimento de linhas de expressão. Procure, ainda, não dormir com o corpo todo encolhido. 


Barriga para cima (CERTO): Coloque um travesseiro fino ou um rolinho de espuma sob os joelhos para que permaneçam semi-flexionados durante a noite, deixando os quadris bem posicionados e os músculos da região lombar relaxados. 


Barriga para cima (ERRADO): Não é correto dormir com as pernas muito esticadas, porque isso força a região lombar. Além disso, nunca dobre o travesseiro para que ele fique mais alto porque aí a tendência é repousar a cabeça sobre a dobra, forçando demais a região cervical. A regra de não dobrar, aliás, é válida para todas as pessoas. 

Colchão sem pressão 
O colchão ideal para um sono tranqüilo não pode ser muito macio nem muito firme, ou seja, deve simplesmente se amoldar ao corpo confortavelmente , ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que tem como benefício principal o fato de se adaptarem com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão . 


Dicas para dormir bem
Pode parecer bobagem, mas alguns conselhos básicos podem ajudar você a ter um sono perfeito.


1- Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia-a-dia. Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar

2- Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.

3- Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado. Na cama só vale a atividade sexual que, aliás, é ótima para relaxar. 

4- Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade. 

5- Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias.

6- Aquele bife suculento jamais deve ser comido à noite, porque a proteína que compõe esse alimento ativa o sistema nervoso simpático, responsável, entre outras funções, por deixar seu corpo em estado de alerta, favorecendo, assim, maior descarga de adrenalina

7- Um ritual interessante é depois do banho morninho, acender uma lâmpada azul e pingar algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor. 

8- Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranqüilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo. 

9- Não se engane com aquela relaxadinha gostosa que o álcool oferece, porque, após alguns goles, essa substância pode afrouxar estruturas da região da faringe comprometendo a respiração. O resultado é o insuportável ronco, que prejudica as fases do sono, ou o efeito rebote, que é quando a pessoa acorda várias vezes no meio da noite.

10- Procure dormir, ao menos, sete horas por noite. 

Observação Importante: Pessoal, nada de remedinhos milagrosos p/ dormir...eles viciam e a longo prazo nos deixam mais doentes!!! Faça sexo que é mais saudável, oK?! Não tem parceiro? Relaxe...durma bem que vc acordará linda, bela e disposta!! Logo, logo arranjará um parceiro m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!! E suas noites serão lonnnnnnnnngassssss....hehehe.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Envelhecer de forma saudável


 

- Acorde, e ao sair da cama, não levante rapidamente. Primeiro sente, espreguice, respire e, aí sim, inicie o seu dia.

-
 Se você ainda tem aquele tapete ao lado da sua cama, remova-o pra sempre. Evite uma queda e suas sérias conseqüências.

- Tome o seu desjejum lembrando-se que essa é a refeição mais importante do dia. Frutas e sucos, leite e queijo, café com moderação. Reserve pelo menos 2 litros de água que deverá ser ingerido até o fim da tarde.

- Atualize-se, leia o seu jornal ou ouça as notícias no rádio ou na televisão.

- Esse é o melhor momento do dia para sua atividade física. Vista uma roupa leve, calce o tênis e saia para caminhar. Combine com o seu companheiro (a) ou com um conhecido para fazer essa atividade em conjunto.

- Caminhe com energia, sem exageros. Ao menor sinal de cansaço ou desconforto, pare. Toda atividade física deve ser precedida de uma avaliação médica. Não é sua intenção virar atleta!! E nem morrer? Então vá com calma!!

- Faça sua higiene, banho de chuveiro, com água em abundância, lave-se bem e use sabonete, lave a cabeça e seque bem os cabelos. Faça uma rigorosa higiene da boca, escove a prótese, use o fio dental. Verifique se o banheiro lhe dá segurança, se o piso não é muito escorregadio, se é necessário instalar algumas barras para você se apoiar quando, por exemplo, for lavar um dos pés.

- Vista-se com esmero e capricho. Cuide de sua imagem.Use sempre roupas limpas !

- Dedique-se aos seus afazeres, planeje sua semana. Tenha objetivos, desejos e sonhos!

- Os que fazem o próprio almoço podem pensar em novas receitas. Tentar algo novo. Use a imaginação. Pessoas que vivem só costumam simplificar suas refeições por falta de estímulo e companhia. Não é raro que idosos alimentem-se mal por esse motivo. Lembre-se: café com leite, pão e manteiga é para ser tomado no desjejum e não devem substituir as outras refeições. 

- Convide amigos para o almoço!

- Faça cursos de culinária e amplie os conhecimentos e as amizades.

- Tenha amigos!! Converse, troque, aprenda, ensine, ouça e seja útil, torne-se útil!! Faça e aconteça!!

- O almoço deve ser leve, rico em fibras (legumes, frutas e verduras). Dê preferência às carnes magras. Pouco sal !

- No intervalo entre o café e o almoço, um rápido lanche com uma fruta, um iogurte ou uma gelatina é recomendável.

- Os que trabalham devem faze-lo com entusiasmo.

- Os que não trabalham devem buscar uma ocupação. Ser produtivo é importante, encurta o dia, dá sentindo a vida. Por menos escolaridade que se tenha, sempre temos algo a ensinar. Seja útil na sua comunidade. Participe de movimentos sociais. Freqüente os grupos de convivência. Seja necessário!

- À tarde programe visitas, telefone para parentes e amigos. Escreva aos que estão longe. Adote um passatempo. Faça dança de salão, vá ao cinema, ao teatro, algum show...Passei no jardim ou no seu condomínio. 

- Aprenda uma nova lingua, faça um curso diferente, conheça novas pessoas, pratique uma nova atividade e mantenha a mente saudável!

- É saudável ter um animal de estimação.

- O jantar deve ser leve e nutritivo. Não deite depois de nenhuma refeição. Espere três horas para dormir. A digestão é mais lenta com o avanço dos anos.

- A leitura de um bom livro, assistir um bom filme ou seu programa de TV preferido vão estar encerrando o seu dia. Não fique sentado por longos períodos. Levante-se de vez em quando. Quando sentado, descanse as pernas em um banquinho. Se você tiver varizes converse com o seu médico sobre a possibilidade de usar meias apropriadas.

- Não vá para a cama se não estiver com sono. Evite ir deitar muito cedo. As pessoas idosas têm menos necessidade de sono e se forem dormir muito cedo deverão acordar muito cedo também. Instale uma luz de vigília ou coloque o interruptor de modo que você possa acender a luz e ir ao banheiro com segurança. Se você tem dificuldade para dormir, gaste o máximo de energia durante o dia, faça longas caminhadas. Resista em usar os “remédios” para dormir, se ainda assim o problema continuar, marque uma ida ao médico.

- Mais importante...seja feliz!! A vida é uma só. Aproveite-a ao máximo!! 

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Problemas Digestivos - Fonte:www.alzheimermed.com.br



O sistema digestivo é constituído por um tubo contínuo que vai da boca ao reto. Sua função básica é a de absorver os alimentos e transforma-los em energia.

Alguns problemas são mais freqüentes em idosos, levando a várias ocorrências, onde destacam-se, a nível de alguma possibilidade de prevenção, os problemas com a boca e a dentição, excesso de gases e a constipação intestinal.

Outras ocorrências comuns são a perda de apetite e perda de peso, dificuldades em engolir, dispepsias (azia), diarréia, sangramentos, divertículos, incontinência fecal (perda do controle em reter as fezes), infecções e doenças da vesícula biliar, além de tumores. Essas ocorrências devem ser avaliadas pelo médico.


PREVENÇÃO E SAÚDE BUCAL

O uso de medidas que preservem a saúde da boca reflete em melhoria da qualidade de vida e evita problemas ligados à boa nutrição e digestão.

Uma série de medidas eficazes de prevenção de cáries tem diminuído sensivelmente a perda precoce de dentes em indivíduos de todas as idades. Ainda existe algum preconceito com relação aos idosos, porém a decisão de simplesmente extrair os dentes de idosos e substituí-los por próteses (pontes e dentaduras) tem, salutarmente, sido modificada para uma atitude mais conservadora na tentativa de manter a integridade da dentição sempre que possível.

Os dois maiores riscos para doenças da boca em idosos são a placa bacteriana e a xerostomia (boca seca).


CONTROLE DA PLACA BACTERIANA

Doenças da gengiva e cáries estão intimamente relacionadas com bactérias e infecção. Uma higiene oral pobre é o maior fator de risco para essas duas condições e passíveis de serem controladas com a adoção de um comportamento e disciplina que incluem: a escovação adequada, o uso de fio dental quando possível e a visita regular ao dentista para avaliação e eventual limpeza. Algumas doenças podem limitar o idoso física (p.ex.: doença de Parkinson) ou mentalmente (demências) sendo esses os indivíduos de maior risco para doenças neste campo. Uma boa saúde geral está relacionada com uma boa saúde bucal.


AGENTES ANTIPLACA BACTERIANA

Agentes antiplacas são substâncias antimicrobianas de aplicação tópica (local) e, juntamente com o uso do fio dental e a escovação, complementam a higiene. O produto deve ser prescrito por profissional da área, uma vez que existem no mercado vários produtos sem efeito comprovado.


XEROSTOMIA (BOCA SECA)

A “boca seca” é uma queixa freqüente no consultório. A falta de saliva com suas propriedades antibacterianas expõe essas pessoas a doenças de gengiva e à ocorrência freqüente de cáries. Uma grande parte dessa queixa está relacionada com os efeitos nocivos de certos medicamentos. Centenas de medicamentos podem levar à queixa de boca seca. É importante que o médico seja inteirado dos medicamentos que o indivíduo vem recebendo para eventualmente mudar ou reavaliar a real necessidade da medicação em questão. Algumas dessas medicações incluem: diuréticos, antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos, calmantes e tranqüilizantes entre outros. Se a pessoa não está recebendo nenhuma medicação, a avaliação médica da glândula salivar deve ser realizada.


SUBSTITUTOS DA SALIVA

Substitutos da saliva são produtos que, em alguns casos, aliviam a queixa de boca seca. São lubrificantes a base de glicerina e sorbitol que contêm essências agradáveis em vários sabores. Alguns são na forma de spray, facilitando o uso em diversas ocasiões. Nem todos os produtos são disponíveis no Brasil e sua prescrição deve ser feita pelo dentista. Apesar de aparentemente terem a propriedade de aliviar essa queixa, os resultados deixam muito a desejar.


CÂNCER ORAL

Dos 6 (seis) fatores de risco para o câncer oral, 3 (três) deles são passíveis de serem controlados e eliminados:

- Uso do fumo.

- Consumo de álcool.

- Ocupação profissional; muitas vezes difícil de ser mudada.

- A idade, raça, sexo, etnia, são fatores impossíveis de serem modificadas.

- Além desses, a exposição excessiva ao sol parece ser outro fator de risco para o   câncer labial.


OUTRAS MEDIDAS PREVENTIVAS

 
Flúor

Idosos se beneficiam quando a água que bebem recebe suplementação de flúor. Nos casos em que a água não tem esse tratamento, a suplementação oral pode ser prescrita por profissional da área. O uso tópico também traz resultados positivos.

EXCESSO DE GASES

Apesar de não haver comprovação de que à medida que envelhecemos produzimos maior quantidade de gás, essa queixa é comum em idosos.

As duas maiores causas são a produção de gases a partir de bactérias intestinais e o ato  de engolir ar em excesso.

O uso excessivo de açúcar, a ansiedade, o sedentarismo (inatividade física) e dificuldades em absorver a lactose do leite são fatores passíveis de serem modificados. Uma modificação na dieta, o uso de iogurte, leites com baixa quantidades de lactose, a substituição do açúcar por adoçantes naturais, além do manejo e tratamento dos estados ansiosos associados a um programa de atividade física regular, costumam minorar essa desagradável condição.

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL (prisão de ventre)

Constipação intestinal é a dificuldade em formar e eliminar fezes e/ou a sensação de não esvaziar o intestino completamente após a evacuação.

À medida que envelhecemos a musculatura do reto relaxa e existe maior dificuldade para o esvaziamento desse segmento.

A musculatura abdominal também fica mais flácida, diminuindo a pressão intra-abdominal e, por conseqüência, favorecendo a constipação.

Toda constipação deve ser avaliada pelo médico que estará eliminando causas como: pólipos, câncer, megacólon, fecaloma (fezes em pedra) etc.


O tratamento inclui: a suspensão de qualquer medicamento que deixe mais lenta a função intestinal. O uso de 6 a 15 gramas de fibras (vegetais, frutas e legumes), ingestão de grandes quantidades de líquidos, exercício físico regular e refeições em horários rotineiros.

O uso de medicamentos laxantes e supositórios deve sempre ser prescrito pelo médico. A prática da automedicação, extremamente comum nesses casos, deve ser evitada. Os óleos minerais e substâncias que são intituladas como “homeopáticas” podem causar complicações e não devem ser utilizadas sem orientação profissional

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O que é Hérnia Inguinal?

Hérnia Inguinal
O abdômen é uma caixa que contém fígado, estômago, baço, intestinos, etc.

Como toda caixa, o abdômen tem suas paredes. Existe uma parede
interna, firme, e uma parede externa, frouxa (basicamente gordura e
pele).

O “elemento firme” da parede interna é o músculo. Porém nessa caixa
existem pontos sem músculo, que são seus “pontos fracos”. Nesses
pontos existem aponevroses e fascias, tecidos resistentes que garantem
a firmeza da caixa mesmo nos pontos que não tenha músculo. Os pontos
fracos mais comuns são o umbigo e as virilhas.

Algumas famílias têm como característica uma deficiência na síntese de
colágeno. Essa deficiência leva à fraqueza das aponeuroses e fascias
que protegem os pontos fracos e, dessa forma, surgem buracos na
estrutura firme do abdômen. Aos buracos na “estrutura firme“ damos o
nome de hérnia. Quando a hérnia ocorre na virilha damos o nome de
Hérnia Inguinal (essa é a localização mais comum das hérnias).

O conteúdo do abdômen (principalmente os intestinos) se encaixa pelas
hérnias e fica recoberto apenas pela parede frouxa, externa (gordura e
pele). Essa passagem dos intestinos pela hérnia cria um “caroço mole”
que empurra a pele. Geralmente quem tem hérnia costuma empurrar os
intestinos, através da pele, para dentro do abdômen. Essa manobra pode
ser dolorosa e algumas vezes impossível.

Quando não se consegue devolver o intestino, ocorre o que chamamos
Hérnia Encarcerada.

A hérnia encarcerada consiste uma urgência, pois se não for operada
pode evoluir para necrose do intestino estrangulado, com peritonite e
risco de vida.

O tratamento da Hérnia Inguinal (ou de outra localização) é sempre
cirúrgico. Consiste, basicamente, em devolver para o abdômen o
intestino que saiu pela hérnia e a seguir, fechar o buraco. Esse
fechamento deve ser feito sem tensão em nenhum ponto.

Rotineiramente usa-se uma tela de material específico (Marlex ou
Prolene) para revestir o defeito. Esse revestimento servirá como molde
e suporte para que o paciente fabrique sua própria fascia.

Existem duas formas de colocação da tela na hérnia inguinal:

a) Através de incisão na parede frouxa externa (gordura e pele);

b) Através da videolaparoscopia (sem incisão das estruturas superficiais).

Normalmente prefere-se fazer a cirurgia videolaparoscopica, que permite
fixar a tela sem danificar as estruturas superficiais, proporcionando
ao paciente uma melhor recuperação. Quando introduzem a ótica,
podem avaliar se existe hérnia na outra virilha e fazer a cirurgia
dos dois lados no mesmo tempo cirúrgico. O único inconveniente é o
custo dos materiais descartáveis utilizados na herniorrafia inguinal
videolaparoscopica (US$ 1000), que muitas vezes torna a cirurgia
inviável para o paciente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Doença Psicossomática

Recebi essa mensagem de uma amiga da Universidade. Não sabemos se a fonte é verdadeira, porém muita coisa faz sentido e se levarmos em consideração que além dos fatores genéticos, ambientais, alimentares e atividades físicas, o fator emocional tem enorme valor e peso nessa balança...

Vamos analisar e refletir...


DOENÇA PSICOSSOMÁTICA 

Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças são
criadas por nós. Afirma ela que somos 100% responsáveis por tudo de
ruim que acontece no organismo. 


Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão , diz a
psicóloga. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem
devemos perdoar. Quando estamos empacados em certo ponto, significa
que precisamos perdoar mais. 


Pesar, tristezas, raiva e vingança são sentimentos que vieram de
um espaço onde não houve perdão. 
Perdoar dissolve o ressentimento. 
A seguir vc irá conhecer uma relação de algumas doenças e suas
prováveis causas elaboradas pela psicóloga acima:


DOENÇAS 
CAUSAS


Amigdalite
(garganta inflamada)
Emoções reprimidas, criatividade sufocada

Anorexia

Ódio ao extremo de si mesmo

Apendicite

Medo da vida, bloqueio do fluxo do que é bom.

Arterosclerose

Resistência, recusa de ver o bem

Artrite

Crítica conservada por longo tempo

Asma

Sentimento contido, choro reprimido
Bronquite
Ambiente familiar inflamado, gritos , discussões

Câncer

Mágoa profunda, tristeza mantida por muito tempo

Colesterol

Medo de aceitar a alegria

Derrame

Resistência. Rejeição a vida

Diabetes

Tristeza profunda

Diarreia 

Medo, rejeição, fuga

Dor de cabeça

Autocrítica, falta de valorização

Dor nos joelhos

Medo de recomeçar, medo de seguir em frente

Enxaqueca

Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista

Frigidez

Medo, negação do prazer

Gastrite

Incerteza profunda, sensação de condenação

Hemorróidas

Medo de prazos determinados, raiva do passado

Hepatite

Raiva, ódio. Resistência a mudanças

Insónia

Medo, culpa

Labirintite

Medo de não estar no controle

Meningite

Tumulto interior, falta de apoio

Nódulos

Ressentimento, frustração. Ego ferido

Pele (acne
)
Não perdoa a si mesmo

Pneumonia

Desespero, desesperança da vida

Pressão alta

Problema pessoal duradouro não resolvido

Pressão baixa

Falta de amor quando criança 

Prisão de ventre

Preso ao passado, medo de não ter dinheiro suficiente

Pulmões

Medo de absorver a vida

Resfriados

Confusão mental, desordem, mágoas

Reumatismo

Sentir-se vítima, falta de amor, amargura

Rinite alérgica

Congestão emocional, culpa, crença em perseguição
Rins
Medo de crítica, do fracasso, desapontamento

Sinusite

Irritação com pessoa próxima
Tiróide
Humilhação

Tumores

Alimentar-se de mágoas, acumular nervoso
Úlcera
Medo de não ser bom o bastante
Varizes
Desencorajamento. Sentir sobre carregado
.

CURIOSO NãO? 
POR ISSO VAMOS TOMAR CUIDADO COM NOSSOS SENTIMENTOS
... 

PRINCIPALMENTE AQUELES QUE ESCONDEMOS DE Nós MESMOS... 
QUEM ESCONDE OS SENTIMENTOS, RETARDA O CRESCIMENTO DA ALMA.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bulimia Nervosa

 fonte www.abcdasaude.com.br

BULIMIA NERVOSA

Sinônimos:

Bulimia, transtornos alimentares

O que é?

A Bulimia Nervosa é um Transtorno Alimentar que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de alimentos (episódios de comer compulsivo ou episódios bulímicos), seguidos por métodos compensatórios, tais como vômitos autoinduzidos, uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios extenuantes como forma de evitar o ganho de peso pelo medo exagerado de engordar.

Diferentemente da anorexia nervosa, na bulimia pode não haver perda de peso, e assim médicos e familiares têm dificuldade de detectar o problema. A doença ocorre mais frequentemente em mulheres jovens, embora possa ocorrer, raramente , em homens e mulheres com mais idade.

O que se sente? 
 

Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
Vômitos autoinduzidos, uso de laxantes e diuréticos para evitar ganho de peso.
Alimentação excessiva, sem aumento proporcional do peso corporal.
Depressão.
Obsessão por exercícios físicos.
Obsessão por exercícios físicos.
Comer em segredo ou escondido dos outros.

Complicações médicas 
 

Inflamação na garganta (inflamação do tecido que reveste o esôfago pelos efeitos do vômito).
Face inchada e dolorida (inflamação nas glândulas salivares).
Cáries e lesão sobre o esmalte dentário. Desidratação.
Desequilíbrio eletrolítico.
Vômitos com sangue.
Dores musculares e câimbras.

Causas

Assim como na anorexia, a bulimia nervosa é uma síndrome multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. A ênfase cultural na aparência física pode ter um papel importante. Problemas familiares, baixa autoestima e conflitos de identidade também são fatores envolvidos no desencadeamento desses quadros.

Como se desenvolve?

Muitas vezes, leva tempo para se perceber que alguém tem bulimia nervosa. A característica principal é o episódio de comer compulsivo, acompanhado por uma sensação de falta de controle sobre o ato e, às vezes, feito secretamente. Os comportamentos direcionados a controle de peso incluem jejum, vômitos autoinduzidos, uso de laxantes, enemas, diuréticos, e exercícios físicos extenuantes. O diagnóstico de bulimia nervosa requer episódios com uma frequência mínima de duas vezes por semana, por pelo menos três meses. A fobia de engordar é o sentimento motivador de todo o quadro. Esses episódios de comer compulsivo, seguidos de métodos compensatórios, podem permanecer escondidos da família por muito tempo.

A bulimia nervosa acomete adolescentes um pouco mais velhas, em torno dos 17 anos. Pessoas com bulimia têm vergonha de seus sintomas, portanto, evitam comer em público e evitam lugares como praias e piscinas onde precisam mostrar o corpo. À medida que a doença se desenvolvolve, essas pessoas só se interessam por assuntos relacionados à comida, peso e forma corporal.

Como se trata?

A abordagem multidisciplinar é a mais adequada no tratamento da bulimia nervosa, e inclui psicoterapia individual ou em grupo, farmacoterapia e abordagem nutricional em nível ambulatorial.

As técnicas cognitivo-comportamentais têm se mostrado eficazes.

As medicações antidepressivas também têm se mostrado eficazes no controle dos episódios bulímicos.

A abordagem nutricional visa estabelecer um hábito alimentar mais saudável, eliminando o ciclo "compulsão alimentar/purgação/jejum".

A orientação e/ou terapia familiar faz-se necessária uma vez que a família desempenha um papel muito importante na recuperação do paciente.

Como se previne?

Uma diminuição na ênfase da aparência física, tanto no aspecto cultural como familiar, pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É importante fornecer informações a respeito dos riscos de regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", já que eles desempenham um papel fundamental no desencadeamento dos transtornos alimentares.

Colaboradoras
Dra. Alice Sibile Koch 
Dra. Dayane Diomário da Rosa

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Anorexia Nervosa

 Fonte www.abcdasaude.com.br

ANOREXIA NERVOSA

Sinônimos

Anorexia, transtornos alimentares

O que é?

Anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição.

O que se sente? 
 

Perda de peso em um curto espaço de tempo.
Alimentação e preocupação com peso corporal tornam-se obsessões.
Crença de que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro.
Parada do ciclo menstrual (amenorréia).
Interesse exagerado por alimentos.
Comer em segredo e mentir a respeito de comida.
Depressão, ansiedade e irritabilidade.
Exercícios físicos em excesso.
Progressivo isolamento da família e amigos.

Complicações médicas 
 

Desnutrição e desidratação.
Hipotensão (diminuição da pressão arterial).
Anemia.
Redução da massa muscular.
Intolerância ao frio.
Motilidade gástrica diminuída.
Amenorréia (parada do ciclo menstrual).
Osteoporose (rarefação e fraqueza óssea).
Infertilidade em casos crônicos.

Maior propensão a infecções por comprometimento do sistema imunológico

Quais são as causas?

Não existe uma causa única para explicar o desenvolvimento da anorexia nervosa. Essa síndrome é considerada multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. Alguns estudos chamam atenção que a extrema valorização da magreza e o preconceito com a gordura nas sociedades ocidentais estaria fortemente associada à ocorrência desses quadros.

Como se desenvolve?

A preocupação com o peso e a forma corporal leva o adolescente a iniciar uma dieta progressivamente mais seletiva, evitando ao máximo alimentos de alto teor calórico. Aparecem outras estratégias para perda de peso como, por exemplo: exercícios físicos excessivos, vômitos, jejum absoluto.

A pessoa segue se sentindo gorda, apesar de estar extremamente magra, acabando por se tornar escrava das calorias e de rituais em relação à comida. Isola-se da família e dos amigos, ficando cada vez mais triste, irritada e ansiosa. Dificilmente, a pessoa admite ter problemas e não aceita ajuda de forma alguma. A família às vezes demora para perceber que algo está errado. Assim, as pessoas com anorexia nervosa podem não receber tratamento médico, até que tenham se tornado perigosamente magras e desnutridas.

Como se trata?

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico e nutricionista, em função da complexa interação de problemas emocionais e fisiológicos nos transtornos alimentares.

Quando for diagnosticada a anorexia nervosa, o médico deve avaliar se o paciente está em risco iminente de vida, requerendo, portanto, hospitalização.

O objetivo primordial do tratamento é a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar com apoio psicológico. Em geral, é necessário alguma forma de psicoterapia para ajudar o paciente a lidar com sua doença e com as questões emocionais subjacentes.

Psicoterapia individual, terapia ou orientação familiar, terapia cognitivo-comportamental (uma psicoterapia que ensina os pacientes a modificarem pensamentos e comportamentos anormais) são, em geral, muito produtivas.

Para o quadro de anorexia nervosa não há medicação específica indicada. O uso de antidepressivos pode ser eficaz se houver persistência de sintomas de depressão após a recuperação do peso corporal.

O tratamento da anorexia nervosa costuma ser demorado e difícil. O paciente deve permanecer em acompanhamento após melhora dos sintomas para prevenir recaídas.

Como se previne?

Uma diminuição da pressão cultural e familiar com relação à valorização de aspectos físicos, forma corporal e beleza pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É fundamental fornecer informações a respeito dos riscos dos regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", pois eles têm um papel decisivo no desencadeamento dos transtornos alimentares.

Colaboradoras
Dra. Alice Sibile Koch 
Dra. Dayane Diomário da Rosa